TEMPOS MODERNOS, CHARLIE CHAPLIN E A MULHER IDEAL

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Lembro-me com doce nostalgia daqueles momentos onde eu dobrava os joelhos esfolados de moleque no sofá da sala para assistir aos filmes de Charlie Chaplin. Na tela em preto e branco da televisão com seletor de canais redondo e barulhento, eu via o brilho de um gênio da arte, com uma capacidade ímpar de interpretar a sensibilidade de um vagabundo carismático.

_ TMCC 2Dentre suas magníficas obras, uma das que mais despertou a atenção daquele moleque irrequieto que fui, sem dúvida foi “Tempos Modernos”, onde uma máquina de engrenagens enormes engolia o simpático personagem do bigode mais popular do mundo. E de certa forma, em sua visão genial, ele fazia um convite e uma crítica ao desenvolvimento da humanidade.

_ TMCC 4Mas creio que nem Chaplin, do alto de sua genialidade, poderia prever os meus testemunhos da modernidade que nos atropela, vez por outra em flagrante quadro do desenvolvimento humano, e em outras oportunidades em inequívoco regresso da humanidade.

Em nossos tempos modernos, somos capazes de ser surpreendidos com a atuação de um macaco em uma novela de televisão, inclusive, registre-se, dando um banho de atuação no ator que com ele contracenava. Quem sabe por que o cinema que agora fala em nossas casas, tenha se tornado tão comercial, que desconsidera a capacidade de interpretação do ator para dar exclusiva importância ao aspecto comercial e harmônico de sua imagem.

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Em nossos tempos modernos, não há um vagabundo correndo de um policial, mas sim uma multidão de torcedores desafiando a polícia, e por mais incrível que possa parecer, Chaplin nem acreditaria, um dos imbecis ataca o policial pelas costas com uma “voadora”.

Em nossos tempos modernos, sem canetas tinteiro, alunos quebram o braço de professores e depois vão transar no banheiro para depois publicar no Youtube, como também lá publicam as lutas entre meninas despidas de qualquer feminilidade. E a feminilidade agora muitas vezes surge nos jovens adolescentes, que contrariam as tendências do sexo masculino, para sustentar a bandeira da liberdade sexual além dos sexos, e muito além de duas ou três opções sexuais.

E nas escolas, nossos filhos que agora estão conectados na internet por uma interface viciante, são preparados para um mundo que devora seres humanos, sem nenhuma piedade, tal qual espartanos com seus bebês, separam os capazes dos incapazes, fazendo com que a maioria seja incapaz de olhar o outro ser humano além da imagem de opositor ou concorrente.

E nessa responsabilidade de dar ao meu filho mais que uma escola, entendi que a ele devo apresentar lições, desafios e conselhos, sempre tentando manter vivo o ser humano que realmente devo desenvolver nele.

E por isso, resolvi levá-lo a feira de robótica, como forma de levar ao conhecimento dele alguns avanços em nossos tempos modernos. Quem sabe eu deva confessar que também fui levado até lá, pela bela imagem de um robô com as mais belas feições femininas.

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Ao chegar na bilheteria, não consigo comprar os ingressos em virtudes de uma queda de energia. Nesse momento percebi que todo avanço é frágil, tão tênue que pode desabar prontamente com a menor alteração de uma das infinitas variantes dessa equação louca que nos é proposta como modernidade.

_ tokotoko_img01Após o tempo necessário para a energia retornar, adentro ao salão sem nenhuma pompa. Tratava-se de uma feira de robótica, e não um show de rock ou uma feira comercial, motivo pelo qual não se via luzes ou cores chamativas. E já no primeiro estande, conheço um tal de “Robocar”, na forma de uma Van Coreana. Meu filho reclama do volume do som, que segundo ele estaria passando dos “200 decibéis”, e me convida a ir para os outros estandes. Ali ao lado, num palco simples, sou surpreendido por um show com robôs de menos de um metro de altura, realizando coreografias e movimentos exatamente iguais aos humanos, porém, com incrível agilidade e perfeição, o que realmente demonstrava que eles não eram humanos.

Após aplaudir máquinas que até pareciam ficar sensibilizadas com as palmas da multidão, vou passando por outros estandes, cada um com seu estilo. Chego então a estandes de empresas multinacionais que agora investem em laboratórios de robóticas para oferece-los a escolas e grupos educacionais. Ali descubro que não tenho dinheiro para investir no lado genial de meu filho, e por mais que tivesse, apenas empresas podem adquirir o material. Se meu filho despertar para essa ciência toda, deverá se tornar refém de alguma escola que tenha o tal equipamento e ministre o curso especial.

_ actroide IMG_0230_0E lá vou eu pelos estandes da feira de robótica, quando começo a perceber que meu filho é que me conduz. A geração dele está muito mais preparada para esses nossos “tempo modernos”. Mas sem que ele perceba o real interesse que tenho, consigo o convencer a ir até o estande onde está a minha musa cibernética. Ao chegar no estande, sou tomado por uma sensação ruim, ao ver que a mulher que aperta os olhos como se tentasse me enxergar melhor, na realidade é uma máquina, um ser sem vida, um engôdo da tecnologia que me faz sonhar com a mulher ideal.

Meu filho então diz que aquela sim seria uma companheira ideal, uma parceira que a gente pode ligar ou desligar, colocar no modo silencioso, ou simplesmente programar para só ouvir coisas agradáveis.

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Um microfone na frente do estande convida a todos a fazer uma das seiscentas perguntas de uma lista. Encantado pelo corpo franzino da bela oriental, tento convencer meu filho a perguntar para ela alguma coisa. Ele não cai em minha proposta.

Então vou eu ao microfone. Meu inglês limitado e mal pronunciado faz apenas com que a máquina me olhe com feições incrivelmente humanas do tipo: Como? O que você está falando? Dá para repetir? Não entendo você!

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Ao ver no belo rosto da máquina a expressão “não entendo você”, e que custa cerca de U$ 250 mil, fiquei convencido de que realmente tratar-se da mais perfeita réplica de uma mulher. Nesse tempos modernos, em minhas cinco tentativas de me relacionar maritalmente com uma mulher, todas elas tinham essa expressão no rosto gritando a todo tempo “NÃO ENTENDO VOCÊ”.

Mas esses são os tempo modernos, não os de Chaplin, mas os meus, os seus. Assusta-me vez por outra imaginar nessa velocidade de avanços e regressos da humanidade, como serão os “tempos modernos” de meu filho.

Resta-me a certeza de que Chaplin estava coberto de razão ao idealizar a cena de uma máquina engolindo pessoas, entre engrenagens que não se pode entender, movimentando uma linha de produção de algo que não se sabe exatamente o que é. No fundo não produz nada, apenas engole pessoas.

Mas é assim mesmo. Charlie Chaplin era realmente genial.

Chaplin

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Actróide DER

O Actróide DER, fabricado pela japonesa Kokoro, do Grupo Sanrio, foi o grande destaque do primeiro dia da Robotec Fair 2009. O robô humanóide despertou a curiosidade de todos os presentes, que ficaram surpresos com a perfeição da máquina. O Actróide é um robô humanóide, similar à forma humana, um exemplo pioneiro de ficção científica desenvolvido e fabricado pela companhia japonesa Kokoro Ltda. (uma divisão da empresa Sanrio de animatrônica).

A primeira exibição de um Actróide foi na Exposição Internacional de Robôs, em Tóquio. Desde então, várias versões foram desenvolvidas, a maioria com aparência de mulheres jovens de descendência nipônica.

Os Actróides podem ser chamados de humanóides ou andróides, e têm a capacidade de imitar algumas funções humanas como o piscar de olhos, a fala e a respiração. Para um robô se tornar “interativo”, foi instalado um sistema de reconhecimento de voz, porém a palavra “interativa” não se restringe apenas a robôs chamados “Repliee” (que têm capacidade de reconhecimento da fala e resposta), mas sim a todos os robôs nos quais tenham sido instalados o mesmo sistema.

PUDIM, O RIN TIN TIN TUPINIQUIM … E BOM DIA PRA MIM.

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Com certeza você já acordou com uma ligação de alguma operadora de celular oferecendo um plano de merda. E não tenho a menor dúvida, que você já teve um suave despertar, com a campainha de sua casa sendo insistentemente tocada por um pedinte. Também não é de se duvidar que você já tenha recebido um bom dia da vida com uma má notícia, daquela tia gorda que fala assim: Advinha quem morreu!

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Essa história de ser despertado pelo inusitado, e de olhar para uma cama carente dizendo até logo para você, não é novidade nem para mim e nem para você. Somos cercados por uma trupe de espiões sacanas, que esperam a gente ter a oportunidade de dormir até mais tarde para criar um evento e interromper nosso sono.

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 Mas sinceramente, hoje foi inacreditável. Para não citar o nome do amigo, vou chamá-lo apenas de “Pudim”, numa honrosa menção ao ilustre personagem que tem roubado a cena na peça de Analice em Busca do Homem Perfeito. . Hoje, 27 de março de 2009, quando o relógio marcava 6:30 da manhã, justamente neste dia que eu havia escolhido para dormir até as nove, a campainha começou a tocar insistentemente, irritantemente, incansavelmente, incessantemente, ininterruptamente, impertinentemente, inoportunamente, in … Ok. Eu sei que você cansou, e já ficou irritado com tanta insistência, porém, ao menos fui feliz em descrever o quanto essa campainha foi tocada.

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 Ao afastar a cortina da sala, dou de cara com Pudim (e não adianta insistir para saber o nome do bebum), cantando para toda a vizinhança a trilha bandida do filme Tropa de Elite. Ao seu lado, um cachorro companheiro, que na realidade, tem a obrigação de mostrar para o bêbado onde ele mora. . Preocupado com a situação, saí com os olhos remelentos e com o cabelo em pé, do tipo estou dormindo, e perguntei o que estava acontecendo. Pudim então me pede um cigarro, e volta a cantar a sua trilha sonora. Cigarro na boca, e um pé engatilhado para lhe acertar a bunda, cinco minutos depois, e cerca de dez recusas ao convite de tomar uma cerveja como café da manhã (francamente, eu gosto de cerveja, mas gosto mais de mim, mas para ele seria uma espécie de copo de leite de boa noite), Pudim sai cambaleante pela rua, conduzido pelo seu racional cachorro Negão.

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Entro e olho para a cama que abandonei, já imaginando como faria para voltar a sonhar com a deusa que eu estava quase pegando, mas quando dobro os joelhos para alcançar o justo descanso, ouço assovios e alguns gritos pela janela. Ao atinar do que se tratava, percebo que Pudim resolveu pular o muro do vizinho para me fazer uma serenata vespertina, e a letra da música era: Vamos tomar uma cerveja? Não aguenta? Vez por outra ele ainda me chamava pelo aumentativo do extremo inferior do aparelho digestivo que é controlado por um esfincter.

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Nos braços do sono que eu sonhava em ter, não percebi de pronto, mas logo lembrei que meu vizinho tem um daqueles cães bombados, com corpo de búfalo e cabeça de sogra, orelhas cortadas e rabo pitoco, dentes de onça e paciência de professor ginasial. Ao me tocar disso, fui correndo para o muro, e vejo Pudim de quatro rosnando para o animal. Inacreditável, mas o animal mais perigoso da região (depois daquela vizinha de língua solta), não havia atacado o bêbado.

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O coração não boca já avisa que estou prestes a ver Pudim virar ração de cachorro, do tipo carne moída com pedacinhos de álcool. Eu então me vejo com as pernas moles, e já começando a querer pular o muro para salvar o Pudim. Como eu estava com sono, e não sem bom senso, gritei para Pudim que fosse saindo lentamente, sem dar as costas para o cão. Eu já imaginava como é que aquele pudim de cachaça iria pular o muro sem dar as costas para o cão. Não havia o que fazer. Eu estou prestes a presenciar um banquete canino com um amigo de muito tempo servido na bandeja. Os minutos foram passando, e o Pit Bull ali, armado, pronto para atacar Pudim. . Quando eu já pensava em telefonar para o vizinho, e pedir para ele prender o cão, perguntei-me silenciosamente o que eu diria sobre a criatura que estava lá meio em pé, meio cambaleante, no meio do seu jardim.

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Neste momento, lembrando uma mistura do seriado da Lassie com o Rin Tin Tin, o cão Negão pula por sobre o muro e parte contra o Pit Bull, começando o que seria a luta mais injusta de todos os tempos. O meu coração que já estava acelerado inscreve-se para compor a banda do Olodum, e visto metade do tênis para sair correndo pela rua, tentando salvar o Negão, Pudim, e minha moral que já estava comprometida pelo show matutino do meu amigo.

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Neste momento, ao chegar ao portão do vizinho, o vejo saindo de casa com uma machado na mão erguido sobre a cabeça. Percebendo que ele estava pronto para rachar a mamona de Pudim, eu gritei que ele era meu amigo e que estava tudo bem. Nesta hora o vizinho me olha com a única cara que podia. Sobre sua cabeça um balão invisível me fez poder ver o que ele pensava, mas não posso escrever aqui.

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O vizinho irritado separa a briga dos cães, e Pudim sai com o Negão ferido carregando-o nos braços. Quando olho para Pudim ele me convida para tomar uma cerveja e comemorar a vitória de Negão na briga com o Pit Bull. Olhei para Negão e não o vi com nenhuma intenção de comemorar, até porque não havia vitória nenhuma.

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Então resolvi bancar o bom Samaritano. Recolhi Pudim no meu carro, com Negão ao colo, e levei ambos até a casa onde moram. Depois de perguntar ao Negão uma ou duas vezes sobre o endereço, pois Pudim só sabia falar em cerveja, cheguei a frente do referido habitáculo. Quando o tiro de dentro do automóvel, com o pedaço de cão na mão, a cunhada do cidadão me olha e diz.

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Você hein Samuel … Bebendo até essa hora? E o pior é que leva “Pudim” para o mal caminho.

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Ao retornar para a casa, meu vizinho da frente pergunta se aquilo era hora de chegar em casa. A vizinhança toda acordada com a canção de Pudim e meus berros para interromper a luta dos cães, olha para mim com ar de reprovação, pois todos sabem que tenho um bar, e de pronto, associaram o ocorrido à minha história. Justamente no dia em que eu havia ido dormir cedo como um bom rapaz.

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Por isso gostaria de agradecer publicamente ao Pudim, por me dar a oportunidade de escrever este texto. A merda é que sei que meus vizinhos não vão ler.

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Desejo melhoras ao Negão, para que da próxima vez, morda forte mesmo o seu dono, para que ele não venha tocar a porra da minha campainha as 6:30 da manhã para pedir cigarro e tomar cerveja. Francamente. E digo mais Pudim. Se o Pit Bull me pedir seu telefone, e falo o número e o endereço. E espero que você vire bonzo da próxima vez.

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Agora que não consigo mais dormir, Bom Dia pra você também!

E NEM NO ENEM NENÉM

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Pois é. Estávamos acostumados com outras pérolas do Enem.

Do jeito que a coisa vai, é bem possível que em breve, antes de meu filho descobrir o que é um “servicar”, estejam forjando concurso até para empacotador de mercadinho de bairro. Nem o Tribunal de Justiça, nem tantas outras entidades que deveriam ser guardiãs da ética, escaparam dessas manchas. Mas agora, nem o ENEM neném.

O interessante é de onde saiu a prova? Veio de Brasília e eu vou de Tempra buscar meu filho na escola. Mas justamente de Brasília, onde as coisas são tão sérias? Sério, perto de Brasília, sou eu na terceira garrafa de Chivas. Uma vergonha atrás da outra, e tudo como antes no quartel dos aberrantes.Perolas_do_Enem

Mas finalmente, surge heróico o repórter investigativo para revelar a fraude. Eis aí o verdadeiro papel da imprensa? A providência foi a mais correta?

Então vamos ponderar algumas coisas, apesar de que nos dias de chuva de Curitiba, não ando muito ponderado.

A denúncia na forma que se deu, provocou o cancelamento da prova, e esse cancelamento acabou por ocasionar um prejuízo de milhões de reais. Segundo o portal HOJE NOTÍCIAS, esse prejuízo deve ser calculado entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.

Mas além deste valor, ainda devemos considerar os alunos que estariam se submetendo ao exame, preparados adequadamente, e que em virtude da prova e de seu preparo, por certo alcançariam vagas em boas faculdades, gratuitas mesmo, ou com direito a bolsas de estudo. Com a alteração da prova, não se pode garantir a aqueles alunos que terão o mesmo resultado com questões diferentes.

                                                                  Sem querer onfender …

                                                                                    “Quando penso no cancelamento da prova, imagino seu ministro entrando no gabinete do presidente: Patrão. Já matei o berne. Agora só preciso saber onde o senhor quer que eu enterre a vaca.”

RenatoEnemTambém podemos considerar que dependendo da nova data da prova, ela poderá coincidir com provas de vestibulares tradicionais, impedindo que o aluno esteja em dois lugares ao mesmo tempo.

“Somente as provas do Enem é que tem essa aptidão misteriosa.’

 Assim, o aluno poderia estar se abstendo do Enem, e prestando vestibular em uma faculdade onde pode ser reprovado.

Considerando todas estas hipóteses, restaria então a pergunta: qual deveria ser a atitude tomada pela imprensa e pelas autoridades envolvidas no caso? Parece que na intenção de conseguir uma boa matéria, um grande furo, sempre associado a escândalos dessa magnitude, a imprensa acabou por aumentar os prejuízos.

Parece-me que mais do que a manchete que hoje ocupa os jornais, o repórter, ao tomar conhecimento do fato, e tendo as informações e propostas pelo misterioso “traficante de prova”, deveria antes de mais nada, ter comunicado as autoridades policiais. A autoridade policial, poderia então gerenciar uma operação onde o vendedor seria preso em flagrante pela venda do material. Na pior das hipóteses, seria preso por receptação, tendo em vista que estava de posse de material furtado.

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Preso em flagrante, este cidadão poderia ser investigado, com instrumentos clássicos como quebra do sigilo telefônico, apreensão de equipamentos e documentos, que com certeza levariam a prisão também da pessoa que furtou a prova, bem como dos envolvidos em Brasília pela fraude. Com a prisão dos envolvidos, uma investigação poderia levar ao conhecimento das pessoas que compraram a tal prova, bem como dos alunos que foram beneficiados com este ato ilícito.

                                                                                                             Sem querer ofender … Já imaginou a lição de educação para o malandrinho, entrando no seu local de prova, e recebendo o Mandado de Prisão Preventiva como recepção?

No prazo de menos de um mês, com certeza a investigação teria o condão de esclarecer os fatos a ponto de mover os processos cabíveis contra todos os envolvidos e favorecidos, anulando inclusive especificamente as provas dos alunos favorecidos.

Creio ainda que esta investigação seria muito menos onerosas aos cofres públicos  do que o cancelamento da prova (entenda-se que os cofres públicos são o vazio de nossos cofrinhos/porquinhos de cabeceira).

Quem sabe o valor poupado com a atitude mais ponderada pudesse ser investido exatamente na polícia, ou mesmo na educação, revertendo assim um prejuízo agora real, em um benefício certo.

Mas ao que parece, nem polícia, nem o Ministério da Educação, nem o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, tiveram a capacidade ou interesse de ponderar estas questões. Se queriam vender jornais, que aguardassem ao menos o esclarecimento dos fatos, acompanhando-os como repórter ou imprensa. Mas agora, parece tarde demais para pensar nos prejuízos.

Quanto a prova? Se me for permitidor avaliar a atitude dos denunciantes e denunciados, bem como todas as autoridades envolvidas nesse cancelamento, com o devido respeito a nota é “Zero”.

Ao meu entender, estão todos reprovados.

Mas é assim mesmo. No Brasil? Nem no Enem neném!

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