AO FIM DA TEMPESTADE

 

Um agradecimento especial para os membros da equipe da Ala 200 e da UTI Geral do Hospital Vita BR de Curitiba

 

AO FIM DA TEMPESTADE –

 

Nenhum homem haverá de passar pela vida sem enfrentar uma tormenta. Nenhuma criatura colocada por Deus nesta terra maravilhosa, haverá de passar pela vida incólume das forças da natureza.  E diante de tamanha força, o homem deve se colocar em seu lugar, assumir humildemente o seu papel, e suportar as intempéries. E nesta hora, feliz aquele que encontra um amparo, uma proteção, algo que lhe mantenha firme para suportar o mau momento.

 

Assim também são as coisas da vida. Quando os problemas se tornam verdadeiras tormentas, feliz do homem que consegue amparo  e proteção. Nesta tempestada que enfrentamos, encontramos em Deus, na Fé que a Ele dedicamos, a força para suportar o medo, a fraqueza, o desânimo. Sob um céu escuro, tivemos a possibilidade de fechar os olhos e fazer nossas orações, pedindo a Deus que nos livrasse dos males que nos cercavam. E fomos atendidos.

 

Agora, com o céu claro que ilumina o rosto do homem que volta ao lar, do homem que recuperar sua saúde, do homem que reassume sua vida de chefe de família, exemplar, honrada, o momento é de agradecer.

 

Mas neste momento, acredito profundamente que uma das formas mais justas de agradecer a Deus, é justamente agradecer às suas criaturas. Enquanto o mar revolto parecia nos encobrir, roubar o fôlego, parecendo querer nos afogar, víamos ao nosso lado uma legião de socorristas, seguranças, psicólogos, verdadeiros salva-vidas que ao nosso lado nos deram palavras de conforto, ânimo para manter a cabeça sobre o nível da água, incentivo para que os pés e as mãos não parassem de agitar a água, e por mais que tendessem ao fundo, nos mantiveram lutando com todo empenho para nos manter vivos.

 

Agradeço a Deus, e as suas angelicais criaturas, Médicos, Enfermeiras, Psicólogos, Atendentes, Seguranças, Zeladoras, Fisioterapeutas e Nutricionistas, Administrores Recepcionistas, e a toda equipe que construiu um hospital, não de tijolos e sofisticados equipamentos eletrônicos, mas sim um hospital de humanos, de sangue, carne e alma.

 

Os olhares de solidariedade, de apoio, de compreensão e de cuidado…

As palavras de carinho, ânimo, incentivo …

Os abraços, curativos, medicamentos ministrados …

O soro e a alimentação recebida de tantas formas …

Tudo isso serviu ao náufrago como uma milagrosa tábua da salvação.

 

E as vozes desses anjos que ministravam estes cuidados, eram verdadeiros faróis!

 

Guiado pelo farol, aquele que era náufrago, pode reencontrar a terra, com os pés em solo firme, pode encontrar seu lar, e hoje, retornando ao seu lugar na mesa da família, pode contar aos seus filhos e netos,  genros e noras, e todos os entes queridos de sua família, que um homem precisa ter no que se segurar durante a tempestade. É necessário para sobreviver.

 

E a Fé faz do sobrevivente um vitorioso.

 

Mas em homenagem a Fé, reconhecer a sorte do sobrevivente de ter em outros seres humanos, um luminoso farol que guia o homem no momento difícil.

 

Que luz que Deus colocou em seus olhos, em suas mãos, em suas palavras de conforto e de apoio, ilumine a todos nesta sagrada profissão que é cuidar da saúde alheia, ilumine suas vidas. Que ilumine sempre o seu retorno ao lar. Que ilumine os dias e as noites, para que os dias sejam de alegria, e a noites de repouso, o repouso dos justos, da certeza da missão cumprida.

 

Obrigado a todos equipe do Hospital Vita

Em especial para a Equipe da Ala 200 e da UTI GERAL

 

Um sincero agradecimento da Família de Carlos José Silveira

 

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DINHEIRO DO PEDÁGIO NA CAMPANHA DO RATINHO? É DEMAIS! FRUET FORTE!

 

A história do candidato Gustavo Fruet, cuja trajetória só tem registros que orgulham o Paraná, como na CPI dos Correios, que desvendou o Escândalo do Mensalão, que hoje culminou com a condenação de José Dirceu. Se você tem alguma dúvida disso, basta pesquisar a história de Gustavo, e a simples comparação com o outro candidato até mesmo na wikipedia, deixa claro qual a melhor a escolha para Curitiba.

 

Enquanto do lado de Gustavo Fruet, a história é de todo favorável a ele, de outro, a do seu oponente no segundo turno nada tem de favorável. Pior ainda, é saber que a Campanha de Ratinho é sustentada também pelos “Donos do Pedágio”. Uma vergonha.

 

Pior ainda encontrar na internet, a notícia de que o pai do candidato Ratinho é Madeireiro na Amazônia. Essa notícia é de 2010, e nada tem de boato de campanha. Ela pode ser vista aqui: http://zezoferreira.blogspot.com.br/2010/05/zezo-puxa-brasa-do-blog-da-amazonia-do.html

 

É por isso que a história aconselha. VOTE 12! FRUET FORTE!

CRONISTA PRECISA DE PROTAGONISTA ( E QUE VISTA BEM O VERDE E BRANCO)

Nelson Rodrigues, tricolor de coração, conhecido pela obra inigualável na dramaturgia, foi um dos cronistas mais esplêndidos dentre tantos anjos da máquina de escrever que esse país teve. Mas muito especialmente, falo agora do cronista apaixonado pelo futebol, criador de um dos personagens mais perfeitos para protagonizar o drama deste esporte apaixonante, o Sobrenatural de Almeida.

Deveria eu também narrar as cores, cheiros e sabores da crônica de Fernando Sabino, mineirinho de primeira, que tão bem descreveu o embate sobre o Galo e a Raposa, porém, sem a menor pretensão de ter o brilho destes mestres de nossa literatura, ouso apenas falar do futebol, esse esporte maravilhosamente humano, uma crônica escrita pelas mãos do próprio destino, que faz rir e chorar. Este futebol que desperta paixão e ódio. Este futebol que rouba pais de família aos domingos a tarde, e por tristes vezes, é usado por infelizes para voltar ao tempo das barbáries.

Mas é necessário aqui deixar de lado as mazelas da realidade, para falar de bola. Falar de bola na trave, na rede e dividida. Falar de bola rolada, no passe perfeito, feito com a mão no esporte dos pés. Falar da bola cruel, que não entrou, ou que o juiz não viu. A bola generosa que se apresenta serena na marca do pênalti, ou nervosa nos joelhos de quem vai cobrar a penalidade.

É necessário deixar de lado as negociatas, para falar de camisa, de amor incondicional, da torcida que não abandona, de unhas roídas e de lágrimas felizes. De sorrisos amarelos e de rir-se de si mesmo. É necessário falar do espetáculo, que se descortina com o apito do juiz odiado, tão amado ao dar o cartão vermelho para o adversário.

Fundamental mesmo, é falar do futebol, enquanto poesia feita com matemática, versos escritos com os pés do craque, drama desenhado no rosto do zagueiro de cintura dura, história ingrata de heróis temporários, simetria perfeita da estética irretocável das pernas tortas de Garrincha, a câmera lenta dos passes de Zico, ou os quadros de Pelé. O vilão herói em Maradona ou Caniggia, e as mãos mágicas de Dida e Marcos, goleiros amados e vaiados, donos das pontes perfeitas e dos frangos mais vergonhosos. As costas traidoras de Carlos naquele pênalti inesquecível. Ah! O Futebol!

Não serei tolo de dizer que o amo, mas não serei covarde em negar a paixão que me desperta. Quando o meu alviverde adentra ao gramado, carregando as esperanças de uma vitória, de um título, ou simplesmente, de confrontar com honra e glória o rival maior. Esse meu Coritiba que desafia a lógico, quebra os protocolos, desrespeita a sensatez.

Esse Coritiba que me inunda de orgulho com as vinte e quatro vitórias consecutivas, o recorde mundial na modalidade, e que me deixa o amargo de duas finais da Copa do Brasil em casa, seguidas, fazendo de minha camisa uma chacota para tantos. Esse Coritiba centenário, paixão perpétua,  motivo primeiro desta crônica. Sim, pois se não fosse minha paixão pelo time do Alto de Tantas Glórias, não teria eu motivo para escrever de futebol.

E se escrevo, não me considero cronista, mas um torcedor que desabafa, que torce durante, antes e depois, que tenta se manter equilibrado na vitória e na derrota, que prefere escrever a proferir palavrões, embora eles sejam tão comuns nos estádios, onde a crônica da bola realmente é escrita.

A crônica da bola nos pés de Neymar, Coritiba e Santos, cruel, que trouxe brilho ao garoto que anda tão apagado. A crônica cruel de Sport e Coritiba, com aquele gol nos acréscimos, capaz de azedar o sabor de qualquer domingo. Ou mesmo, a crônica dramática de Coritiba e São Paulo … ah … Coritiba e São Paulo.

Se eu fosse escritor … Se eu fosse cronista … Ah se eu pudesse reunir em palavras pronunciáveis em público os tantos palavrões que se apresentaram para mim neste domingo … Ah se eu pudesse.

Eis aí a crônica do destino. Como se estivesse escrito em algum livro sobre a mesa do destino.

Mas deixando de lado a poesia, não acredito em destino. Não acredito que esteja escrito neste livro que a realidade tenha que ser essa. Será? Aos últimos minutos do segundo tempo, teremos que conviver com o gol, impedido ou não, feito da bola rebatida nas canelas afoitas, como se o destino já tivesse decidido quem vai e quem não vai brilhar? Eu? Jamais!  Esses gols do Sobrenatural de Almeida de Nelson Rodrigues são lá contra o tricolor carioca.

Eis aí o que penso.

A crônica do futebol está sendo escrita, e este cronista alviverde, precisa de um protagonista. Um personagem que tenha sob a camisa alviverde a alma desperta e a vontade de fazer a história ser escrita a nosso favor. Um atacante que não hesita, e que acredita no seu gol aos 49 minutos do segundo tempo;  um meio campo que não desista, um zagueiro que não permita. Quem será o protagonista?

O cronista precisa de um bom protagonista sim, para escrever uma história de vitórias, apagar os tons dramáticos da tragédia, e expulsar do texto a comédia que se pretende fazer escrevendo uma tragédia com nossa camisa.

Interessados, entrar em campo!