O CRAQUE – A TEORIA DA RELATIVIDADE APLICADA AO FUTEBOL

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Existe uma versão da Teoria da Relatividade para o futebol. É quando a bola chega nos pés do craque que tudo muda. O relógio parece parar, e tudo é mais lento quando o craque faz rolar o couro. Um passe é uma poesia, da esfera que rola perfeitamente sobre a grama até alcançar os pés do companheiro de time, que recebe a bola no espaço que ninguém viu. Um craque é sempre um gênio. E nosso craque é como se Albert Einstein tivesse nascido para o futebol. Como pode? Ninguém havia visto. Aquele espaço não existia antes da poesia do craque. Enquanto se vê o esforço de todos no campo, o semblante do craque parece ter uma serenidade diferente, pois o tempo para ele é mais amável. Antes de receber a bola, ele já sabia onde deveria estar, e provavelmente o que iria fazer. Uma poesia de tempo e espaço escrita com os pés perante uma multidão enlouquecida, orgulhosa do seu craque, do seu time, da história que o presente conta.

A falta está marcada. O primeiro tempo está acabando, e o placar é desfavorável. Um sabor amargo do resultado que não se quer. Quando o tumulto e as reclamações do outro time param, lá está o craque. A bola caprichosamente colocada embaixo do braço. O relógio para. O tempo para. O espaço muda. O espaço cresce. Sem respirar os segundos viram horas enquanto o craque está com a bola. Do amargo da derrota, vem o doce da esperança, da confiança. Como é bom crer no talento do craque, de saber que ele resolve, e está do nosso lado. O pé direito está atrás, e o esquerdo na direção da bola. Ele olha para o gol sem qualquer expressão. Durante aqueles segundos em que o tempo para, os olhos miram apenas o goleiro. Como se fosse em câmera lenta o juiz autoriza, e o craque vai correr para a bola. A perna esquerda volta para trás e dá o impulso. Depois do passo com a perna direita, outro da esquerda, o coração parece parar antes do último passo com a perna direita, a perna esquerda segue na direção da bola. O pé toma a posição para o chute, e o tempo não passa, tudo está em câmera lenta. O craque está indo em direção da bola na perfeita confirmação da teoria da relatividade. De forma mágica, quando o pé do craque impacta a bola de forma perfeita, o tempo resgata o atraso. Como se o tempo disparasse até retomar a ordem natural, o tempo corre de forma tal que não se oferece a mais ninguém. Pobre goleiro que não tem tempo. Justamente este goleiro, que naquele mesmo gramado havia feito milagres tempos antes quando defendia o Figueirense, era vítima do tempo. A bola em uma fração de segundo sai do pé do craque e vai caprichosamente se dirigindo ao ângulo. O goleiro se joga, mas sem qualquer chance de alcançar a bola. As mãos tentam alcançar, mas o destino está traçado pelo craque. Não é demérito Wilson. É a magia do craque, a teoria da relatividade aplicada ao futebol. É a poesia escrita com os pés. Um grande goleiro que ficou pequeno diante do craque.

Coisas do futebol…

Coisas do Alex, do Alex do futebol…

Alexsandro de Souza…

Alex da camisa 10…

Alex do Fenerbahce, dos torcedores da Turquia…

Alex do sorriso simples, da disciplina de atleta …

Alex da Daiane …

Alex, mas sempre, e graças a Deus, Alex do Coritiba.  

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