É. É mesmo assim, mas nem sempre.

DIAS CINZAS (Samuel Rangel) Publicado em www.anjosboemios.blogspot.com

 
Estes dias realmente parecem que vão nos matar, principalmente naqueles momentos que tudo parece dar errado. O carro morreu – antes ele do que eu, a lasanha ficou salgada demais, falta gasolina para ir naquele churrasco da chácara, e quem te liga para oferecer carona é aquele cara ou aquela guria que você simplesmente não agüenta. Então você de súbito começa a procurar as câmeras escondidas, pois você jura que está participando de uma das pegadinhas ridículas do Faustão – que segue a mesma linha. Neste momento um enorme PUTA QUE PARIU começa a crescer em seu peito, e é só acontecer mais uma que você vai largar o “palavraço” (entenda-se como um palavrão de respeito). Mas pela lógica do “só me fodo”, essa oportunidade não aparece, e feito uma gravidez abominável, você fica com a criatura entalada no gogó como se fosse um útero. O dia passa e aquele ser fica chutando em sua garganta. E nada acontece.Quer saber o que fazer nessa hora?Pois é, eu também.Mas enquanto a gente não sabe a resposta, o ideal é rir de si mesmo. Já que o dia quer te fazer de palhaço, ocupe o picadeiro com dignidade. Seja o melhor palhaço do mundo, e faça os outros rirem pela tua enorme capacidade de digerir sua própria tragédia, e transformá-la em uma alegria surpreendente.
 
Só que se permite ser palhaço por um momento, poderá conhecer a alegria de receber um sorriso como este …
E sem mais palavras
 
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KIACONTECEUKIAARBITRAGEMKIAJUDOUOPALMEIRAS

 

O CÉU PELO MAR …

 

UM PACTO PARA OS ILHÉUS DO PARANÁ

Estamos reunindo uma equipe multidisciplinar para elaborar uma proposta de um Pacto para os Ilhéus do Paraná, com foco para a Baia de Paranaguá. Em breve será publicado o resultado deste trabalho.

  • Despertar a atenção dos Poderes Públicos para a realidade e as necessidades das Comunidades Ilhéus.
  • Estebelecimento de um diálogo entre Poder Público e Comunidade para a adoção de diretrizes amientais comuns em defesa das ilhas.
  • Ações emergenciais que estabeleçam política de Separação do Lixo, criando alternativas de renda para as comunidades.
  • Aproximação do policiamento com a comunidade, permitindo à autoridade não só o conhecimento das necessidades da população, como o reconhecimento de atiividades e atitudes que não estejam em harmonia com as diretrizes de preservação ambiental e harmonia social.
  • Criação de atividades culturais, esportivas, e científicas que estimulem o turismo sustentável durante o ano todo.

 

Outras publicações sobre a Ilha do Mel

https://samuelrangel.wordpress.com/2011/01/19/um-dia-normal-numa-ilha-muito-especial/

https://samuelrangel.wordpress.com/2012/01/19/ilha-do-mel-a-tristeza-de-deixar-para-tras/ 

 

ILHA DO MEL. A DIGITAL DO DEDO DE DEUS

O CASAL (um texto de 2008 que merece ser relembrado)

Sábado, no Ponto Final, encontrei um casal que foi inspiração para um texto de 2008. Aquele casal tinha algo mais. Esse algo mais agora, tem nome. Na realidade de tem dois nomes. Aquele casal que me inspirou a escreve sobre as coisas do amor em 2008, hoje tem duas belas filhas, gêmeas, Manuela e Mariana. E o casal continua encantando os olhos atentos dos que os encontram. Transcrevo o texto tal qual publicado na época. Sem qualquer correção, pois se há alguma imperfeição, ela se resume à gramática, e jamais atinge a imagem desse belo casal, que tive a oportunidade no sábado, de colher algumas fotos.

  ………………………..

domingo, 2 de março de 2008

O CASAL (Samuel Rangel)

 
Quando escrevi “Analice em Busca do Homem Perfeito”, meio que tentando amenizar esses meus tantos defeitos, falei da desventura humana na busca do par ideal, da sua metade da laranja, ou mesmo de uma parceria para a vida. A base do texto é meu testemunho de uma multidão de errantes que perambulam por becos escuros, tentando achar um alguém.Mas ontem, após assistir a peça “A Bicicleta do Condenado” da Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo, apresentada no auditório José Maria Santos, o Riad me convidou para aquela canja n Ponto Final.

E este bar, o Ponto Final, mesmo após a reforma de 2005, guarda dentre suas paredes o mesmo espírito que lhe deu vida no início dos anos 90, pois continuando sendo freqüentado pelas boas almas que procuram boa música e um bom papo. O Ponto Final é algo muito maior do que um “bar de modinha”, ou uma vitrine de “ficantes”.

Depois de cantar meus clássicos do Zé Ramalho, sentei-me à mesa com minhas amigas Drica e Babi, falando de nossa apresentação do dia 06 de março. Enquanto falava, deixava os olhos correrem pelo bar, como se buscando algum novo argumento para que eu possa usar em minha peças de teatro. Foram tantas as inspirações que apareceram por ali, que não seria surpresa ser visitado mais uma vez pelo insólito, pelo inacreditável, pelo absurdo.

Mas ontem, vi algo raro, como uma floreira única de uma casa de arquitetura alemã, teimosa que insiste em resistir em meio à sobra doss arranha-céus de vidros negros das grandes cidades.

Um casal.

O que me chamou a atenção, é o semblante, diferente de tudo que se vê.

Enquanto todos carregam nos olhos cicatrizes e ressentimentos de experiências inglórias com as coisas do amor, o casal tinha algo de infantil no olhar. Uma alegria que vez por outra transbordava em forma de beijos e abraços, uma simples alegria de “estar junto”. Diferente daqueles casais que se devoram em desejo, via-se algo mais que hormônios, algo mais que uma simples excitação. Era na realidade uma comemoração da união. Esse comportamento logo me demonstrou que não era união de poucos meses ou quase ano.

Como é de costume, não em contive e fui conversar com o rapaz, que me era familiar das mesas do Ponto Final. Conversando com ele ouvi tratar-se de um relacionamento de quase uma década. Sete anos lentos se passaram preguiçosos antes que se casassem, e mais outros já somavam em bodas.

Confesso que me fez bem aquela imagem.

Eu testemunha cética das carências e anseios de tantos, estava lá assistindo o improvável dançar alegre em minha frente. Ainda existem aqueles que se permitem construir floreiras teimosas onde o concreto era provável. Ainda existem pessoas que cuidam dos jardins da alma, e neles deixam soltas as crianças dos sentimentos brincarem de roda, ou mesmo correm atrás de borboletas coloridas, com uma ingenuidade invejável.

E se ainda existem pessoas assim, não ouso duvidar que um dia mais duas delas se encontrem, ou mais quatro, ou mais tantos.

Essa imagem não me faz mudar de idéia ou abdicar de meus conceitos, principalmente aquele tão sólido quanto o fato de que “um mais um, só é fácil na matemática”. Enquanto expressão aritmética é a mais simples das somas, mas no que se refere ao relacionamento, é uma verdadeira equação extremamente complicada, repleta de variantes e incógnitas, que tornam o resultado imprevisível.

Sem mudar os meus conceitos, sei que é complicado, mas ainda existe.

Então percebi que a nossa capacidade de “ACREDITAR”, depende muito de para onde miramos nossos olhos.

 
 

SATÉLITE VAI CAIR. MAIS UM! MINHAS CHANCES AUMENTARAM!

O Rosat foi lançado em 1990, e desativado em 1998.

 Como o leitor pode acompanhar, dentre as notícias que divulgamos, e com as piadas que ousamos fazer para ironizar a situação, nas últimas semanas ficamos na expectativa em torno da queda do satélite UARS, uma geringonça aposentada da NASA que, segundo a NASA caiu sábado passado no mar. 

Neste espaço de tempo, ocorreu uma explosão misteriosa na Argentina, e como testemunhas disseram que tal acidente foi causado por uma “bola de fogo que caiu do céu”. Depois disso, autoridades afirmaram ter prendido o autor de uma farsa e de uma foto montagem da mencionada bola de fogo. Nada se falou das “outras testemunhas” do evento. Apenas, é oportuno avaliar, que tendo lamentavelmente ocorrido uma morte no episódio, qual realmente será o interesse da NASA em esclarecer eventual participação satélite nestes fatos. Isto ficará para a história, e logo a população encontrará outras preocupações e distrações para focar a atenção.

Tanto é verdade, que  o novo foco dos astrônomos,  e da população que está com a cabeça a prêmio, é o Rosat, um aposentado satélite alemão que deve cair em novembro e tem uma chance em 2.000 de atingir alguém. Segundo os cálculos anteriores, o UARS tinha uma chance em 32 mil de atingir algum cidadão de pouca sorte – se é que não atingiu. Agora, as chances de alguém ganhar um chapéu espacial em forma de lápide metálica aumentaram em 16 vezes.

Sobre o Rosat, foi criado pela empresa DLR, e lançado em 1º de junho de 1990 numa missão que deveria durar apenas 18 meses. Mas o satélite acabou ficando ativo até 1998. Nesse período, estudou a origem, a composição e a distribuição de energia das emissões de raios X no espaço. Em 1999, o satélite foi desligado.

Desde então, o Rosat vem perdendo altitude continuamente conforme gira em torno da Terra, completando uma órbita no planeta a cada 90 minutos, o que significa a dizer que sua velocidade é superior a 30 mil quilômetros por hora. Quando mandaram a geringonça para o espaço, não colocaram nela nem um “foguetinho de São João”, e  o satélite não possui qualquer sistema de propulsão. Desta forma, não é possível controlar ou alterar a trajetória de sua queda na Terra. Além disso, desde que foi desligado, ele não pode mais se comunicar com o centro de controle da DLR em Oberpfaffenhofen, na Alemanha.

Corpos reentrando na atmosfera atingem uma velocidade de 27.500 km/h. Em menos de 10 minutos, o satélite deve se desacelerar por causa do atrito com o ar. O atrito causará um aumento de temperatura que, aliado ao estresse aerodinâmico, vai despedaçar grande parte do Rosat. Note-se que é grande parte, e não totalmente.

Aqui  registre-se que a NASA disse ter acompanhado a queda de parte do UARS. Será que a parte que não acompanhou não está dentro do botijão na Argentina?

Voltando ao satélite alemão, segundo a DLR, até 30 partes do satélite, somando 1,6 tonelada, podem resistir à desintegração e cair em algum lugar da Terra. O satélite possui um sistema detector de raio X com espelhos e estrutura reforçada com fibras de carbono. Ao tocar o solo, os componentes estarão a uma velocidade de até 450 km/h.  Considerando que esta velocidade supera a alcançada por grande parte dos projéteis de armas de fogo, e considerando que os pedaços podem chegar a dezenas de quilogramas, não é difícil imaginar o tamanho do estrago.

Mas como sempre, as autoridades que jogaram a encrenca pra cima, só não sabem  ainda onde cairão seus pedaços.

De qualquer forma, sem querer criar alardes na população que já tem motivos suficientes para se preocupar, fica a lição para as agências aeroespaciais, que podem usar dos eventos como justo motivo para repensar no lixo que estão colocando sobre nossas cabeças.

Estranhamente,  cientistas que manipulam tantas fórmulas demasiadamente complicadas, estão esquecendo da mais simples das regras. Tudo que sobre desce. E se vai descer, justo se preocupar com algo importante: onde isso acontecerá.

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