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INFÂNCIA …

 

FOTOS DA LUA MAIO DE 2012

 

Alguma Dicas para conseguir boas fotos da lua com um equipamento mecânico:

1) Leve em conta uma coisa. Para fotografar a Lua, considere o grande poder reflexivo deste satélite. Para fotos mais detalhadas, você poderá diminuir, ou o tempo de exposição, ou o ISO, ou ainda diminuir a abertura da lente. Se você não fizer isso, verá apenas uma esfera branca, chapada, sem detalhes.

2) Se você usa foco automático, faça a fotometria e o ajuste de foco pelas partes mais claras da Lua.

3) Para maiores detalhes, as teles maiores são mais apropriadas, porém, considere que ao aumentar o tamanho da tele, você também corre o risco de aumentar o tremor e o movimento que prejudicam a fotografia. Por mais que as velocidades sejam altas, ainda assim um pequeno movimento pode prejudicar os detalhes que você pretende. Considere a necessidade de usar um tripé.

4) A maioria das fotos que você está vendo, foram tiradas com exposições inferiores a 1/1000. O Iso sempre próximo de 100 (entre 100 e 400).

5) Não use o ISO automático.

6) Quanto maior a aproximação ( zoom), maior a colaboração com a necessidade de escurecer a foto.

7) Se ainda não conseguiu com as dicas anteriores, diminua a abertura da lente, para algo próximo do F32.

BOAS FOTOS!

NOITE DE LUA CHEIA NA ILHA DO MEL … INESQUECÍVEL!

SETE PARTES EM DEZ SÃO ÁGUA

Eu tentei ser sólido. Queria a impavidez dos monumentos, e a certeza absoluta do lugar que ocupo. Mas me perdi e me encontrei. Resolvi então me confessar setenta por cento água, e dela me inspirei para ser fluído. Aceitar o destino sem hesitar. Passar pelo leito da vida sem perder a arte que me foi caprichosamente pintada em telas à margem. Eu me confessei água, amante do mar, embora tenha aprendido como ancião a colocar os pés na areia.

Eu tentei ser sólido. Queria ser a força do tato, e o limite dos dedos que ousam alcançar. Mas me desacertei e me corrigi. Decidi então me confessar líquido, e do líquido me inspirei para ser livre. Aceitei meus limites com a serenidade dos lagos, que esperam a próxima torrente para transbordar as margens, quebrar as regras, e me espalhar. Tenho nas profundezas das águas os meus segredos que não haverá de conhecer a mulher que não aceite perder o fôlego. Eu me fiz úmido, nas lágrimas que engoli na minha opção de ser homem e sustentar em minha superfície o orgulho de o ser.

Eu tentei ser sólido. Queria a eternidade da pedra, e poder contundente do peso. Mas me desviei e realinhei. Percebi então que amo a eternidade do líquido, que evapora, sobe ao céu, e retorna ao chão para existir novamente. A eternidade humilde de se desfazer no ar para tornar a existir. Encontrar na ausência a inspiração para esperar, aguardar as monções como fazem os que vivem na seca por oito meses. E eu desapareço então em minhas palavras, em minhas fraquezas, e sigo com o vento que inaugura um novo aprendizado, novas ideias, uma nova maneira de lidar com minhas imperfeições e a minha falta de controle com as coisas do destino.

Eu realmente queria ser sólido. Queria que os olhos que me acertam pasmassem diante de minha inusitada criação. Encontrei-me mesmo então, foi escorrendo, neste momento com mais força, levando no peito o que eu tanto queria e admirava, deixando aos cantos o resto do que não me agrada. E me confessei água. Decepcionei a mulher que me queria eternamente eu, para ousar tentar a cada momento, buscar a mim, renovar as justificativas de minha existência.  Busco agora aceitar o inenarrável poder da água de ocupar qualquer espaço, de qualquer forma, e ali se acomodar, até virar vapor. Navegar em si mesmo rumo ao meu incontrolável e inevitável destino de voltar ao mar, de onde vim, e para onde irei, no colo da chuva, com a calma do tempo. Inevitável e inesgotável mar. Meu princípio e meu fim.

FOTO! O QUE É A FOTOGRAFIA?

ILHA DO MEL, TIE SANGUE, E MINHA BUSCA PELA FOTO IDEAL

Uma dos mais belos caprichos da Ilha do Mel, sem dúvida, com um especial toque de Deus, é o Tie Sangue, chamado por alguns nativos de Tira Sangue. Uma belíssima ave com um tom de vermelho único, que tanto quanto bela, é arredia, arisca, e tão logo sente a presença humana, trata de bater as asas negras e fugir para longe de nossa visão.

Com o desejo de dividir com o leitor a bela imagem desta ave maravilhosa, muni-me de minha câmera para tentar capturar um flagrante deste capricho divino. Mas parece que o nosso amigo, além de arredio, também não gosta de fotos. Passou pela figueira no começo da manhã, e embora minha atitude tenha sido extremamente ágil, tão logo coloquei a objetiva 55-250 na máquina, o malandro sumiu para o meio de todo o verde que nos cerca. Ao lado de meu filho, não pude esconder a frustração, de ver ir embora a tão sonhada foto.

Mas um pai não pode ministrar jamais uma aula de desistência para um filho. Se há algo que temos que deixar pra eles, é exatamente o símbolo da persistência, como se tal fosse o signo estampado em nossa testa. Embora esse seja um paraíso natural, algumas benesses da tecnologia nos são disponíveis. Embora ilhado, não estou isolado. Pensei então em todos os documentários que já vi sobre pássaros e pesquisadores. Lembrei-me que uma das formas de atraí-los é fazer tocar o som de seu canto.

Com a internet bem conectada, pesquisei no youtube, e de pronto encontrei o resultado da pesquisa “Canto do Tie Sangue”. Cliquei e lá estava o som do belo animal. Com os programas disponíveis no notebook, baixei o canto, e editei amplificando o som. Com o notebook então, fui até a Praça da Abelha, e num dos bancos de madeira, que ladeiam a trilha que vai da Por do Sol para a Parada Obrigatória, sentei-me disposto a ficar por horas esperando o fujão vermelho.

Para minha surpresa, antes mesmo que eu pudesse ouvir tocar inteira a trilha sonora gravada, lá estava o Tie se aproximando. Primeiro numa árvore, e depois noutra, mais perto, até que cerca de cinco minutos depois, ele estava a pouco mais de 25 metros de nós. Meu filho em silêncio, com os olhos vitoriosos de quem ajudou a armar uma espécie de “arapuca do bem”, estava saboreando a felicidade de não desistir.

O Tie colocou-se contra o sol, e como tal visita ilustre já era uma benção, não hesitei em descarregar a máquina com a velocidade do meu coração competente. Assim, consegui estas fotos que publico agora para que o leitor conheça mais essa benção da Ilha do Mel.

Com a partida do meu filho que foi agora para os carinhos da mãe, hoje retornei a trilha. Como havia encontrado outro canto do Tie, no mesmo lugar, com o Windows Média Player tocando, ali me sentei. Hoje fiquei por horas e nada. Pela trilha de pouquíssimo movimento, já passaram os amigos recolhendo o lixo, os pescadores com suas redes. Carlinhos, o garoto da foto triste sobre o barco, veio hoje sorridente me visitar. Disse-me que eu deveria fotografar o Pica-pau que anda fazendo buracos na casa dele. Também sugeriu-me as fotos do jacaré do rio da Ponta do Nada. E ali ficamos horas, sentados, conversando. Mas o Tie, esse não veio nos brindar com sua conversa. Com a bateria do notebook acabando, percebi que era hora de fechar o Player e abrir o Word, para poder dividir com os amigos leitores esse momento, essas fotos, e essa beleza toda da sempre amada Ilha do Mel.

Mas aprendendo as lições que dei ao meu filho, não vou desistir de encontrar um melhor ângulo, afinal de contas, das lições que ensinamos, a melhor parte é aquele aprendizado que guardamos pra nós, ou simplesmente, relembrar as lições que tivemos.

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