FILOSOFARSAS, DIREITO E OUTRAS MIL BALELAS

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Nós, os chatos de oratória rebuscada, esses mesmos que cursam Direito durante cinco anos para ter tão pouca certeza, e para aplicar a relatividade não científica a tudo e todos, não andamos de bem com nossa imagem perante o povo. Para nós, esse jeito detalhista e minucioso de olhar tudo de maneira relativa, e de se apegar aos mínimos detalhes para desconstituir o todo, andamos por aí dizendo que o vestido azul é cor de rosa, e o dourado, um tom pálido de verde inchaço. Adoramos pois um belo debate, seja no boteco, no fórum, os nas redes sociais. 

O problema, é que fazemos isso por natureza. Sim, somos uma espécie diplomada de pentelho inoportuno, de chato de galochas e bela escrita, de um cansativo e incansável combate por niilismos e detalhes superficiais. E se a nossa natureza é essa, perdoem-me os que convivem comigo, mas é maior que eu. É algo que não se pode controlar. Vem tão espontaneamente que chega a se quase belo, enquanto não deixa de ser chato. Surge de forma tão natural que parece ser agradável, embora não deixe de ser inoportuno. E toma formas tão apaixonantes, que por vezes chega a parecer convincente, embora não deixe de ser, tão somente, quase nada. Mas veja amigo. Se sou assim, e assim o faço, como inseri propositalmente, é um reflexo gratuito, sem paga, sem recompensa, e sem qualquer vantagem. 

Essa é a diferença entre o filósofo e o “filosofarsante”. O que seria isso? 

Bem. Dentre minhas invenções e próprias razões, tantas vezes desconexas, em certa oportunidade usei o termo para falar de minhas incertezas, e das certezas tolas de tantos. Usei o termo de Filosofarsa para criar em neologismo algo que refletisse tanto do que vejo não só nos livros de direito, mas também e muito neles. E se o Direito é tomado por loucos? Ora. Como Tourinho Filho me disse uma vez na mesa do Barolo: Ou somos loucos, ou somos … bem, outra coisa. Mas loucos, como dizia o mestre do sensacionalismo policial, rasgam notam de cem. Não existem loucos por dinheiro. Se a expressão “louco por dinheiro” se aplica a alguém, já deixou de ser, pela lógica de Tourinho Filho, advogado. Enquanto consigo rir também dessa minha filosofarsa, em um minuto de consciência, recordo-me do motivo pelo qual eu me propus a escrever este texto hoje, em certo tom de brincadeira, para alegrar a terça-feira do colega. 

Esta seria minha insurgência contra os que se colocam agora, a disparar todo tipo de impropério contra Sérgio Moro, para cobrir de macia manta os réus da Ação Penal Pública (só para lembrar), que derivou da Operação Lava Jato. Falam da prisão e do cárcere como se fosse uma criação macabra no porão do juiz, e esquecem que esta realidade, dura sim, arrasta-se por séculos e está diretamente ligada à história do Direito Penal e do Processo Penal. Essa nuança cândida de supostos filósofos que parecem nunca ter advogado, escondem na realidade uma perigosa filosofarsa. Na impossibilidade de defender seu cliente, o rumo que tomam é agredir o Acusador, ou neste caso, o Julgador. Esqueceram-se os colegas do enorme número de pessoas envolvidas nas investigações e em todos os atos que precederam a Ação Penal Pública (Pública, eu já disse?), para centrar na imagem do julgador a figura do “inimigo público”. Bem isso. Coisas dessa época de Jack Sparrow e de Piratas do Caribe, ou de Ilhas Cayman, ou de contas na Suíça. Ora amigos. Torcer para o bandido no cinema ainda é aceitável, embora estranho, mas na vida real não. Calma lá. Devagar com o andor que o juiz é humano. 

FILOSOFARSAS amigos. Elas têm uma certa aparência filosófica, mas no momento em que deveriam se legitimar pelo amor ao conhecimento acabam revelando tão somente paixões pelo dinheiro, pelo poder, ou apenas pela fama. Pois deixemos para fora do mundo jurídico então, essas conversas de botecos, essas brigas partidárias, essas campanhas difamantes que parecem mais ser de uma campanha para o Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UniEsquina. 

Falam mal da Delação Premiada? Atualizem-se pois, hoje, o termo usado é Colaboração Premiada. Alguns então criticam essa ideia de prêmio pela colaboração. Ora Excelências, Colegas e Filosofarsantes. É direito do Acusado confessar? Até o mais inexperiente dos estagiários do mais humilde escritório de advocacia, sabe que em determinadas causas, principalmente quando a prova é documental, não existe como negar o fato. E se não pode o Acusado negar o fato, poderia ele ao menos, confessar a prática delituosa para ao menos ter uma atenuante genérica de sua pena? Nestes vinte anos de advocacia, diversas vezes eu aconselhei clientes à confissão. E em todas as vezes, uma pequena quantidade da pena, foi reduzida. 

Mas se é direito do Acusado confessar, ele poderia confessar o fato sem os detalhes a ele relacionados? Metade de Confissão? Ora. Ou a confissão é integral e verdadeira, ou ela sequer se presta a reduzir a pena pecuniária. E o Acusado, componente de um grupo que se reúne para a prática criminosa, poderia confessar sua participação sem declinar os detalhes desse grupo? Claro que não. 

Em alguns momentos em meu flagro sorrindo, ao ver que alguns colegas criticam a delação por ser ela uma ofensa a preceitos morais e éticos. Vai a pergunta então. Existe moral no crime? Existe ética para o grupo criminoso? Bom. Em uma verdadeira ginástica retórica, alguns irão dizer que sim, mas eu, e o amigo que lê neste momento este meu desabafo, desconhecemos esta tal ética no crime. Deixemos pois, aos esforços de outros tentar legitimar tais argumentos. 

Mas vamos além. Se a confissão é um direito do Acusado, ainda há algo mais a ser ponderado antes de nos engalfinharmos nestes debates em tons de militâncias políticas. Sim eu sou militante, mas da advocacia. Sou Advogado Militante há 20 anos. Ok? Seguimos então. Preceitua o artigo 16 do Código Penal que “Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços”. Tal preceito deriva da vontade do legislador de premiar, e generosamente, o arrependimento, como forma de manifestação por parte do sujeito ativo, do seu desejo de não mais praticar o ato reprovável. Se a pena teve em algum momento histórico um caráter de reabilitação, o arrependimento estaria a demonstrar como desnecessária esta fração da pena. Um argumento lógico, que o advogado deve expor ao seu cliente no momento em que este decidirá a conduta que irá adotar no processo. Exato. O cliente deve decidir, pois as decisões do advogado, serão tão somente técnicas, limitando-se todas as demais a mero aconselhamento. 

E na associação destes conceitos legais, temos a absoluta legitimidade da Colaboração Premiada, seja ela pela confissão, ou seja ela pela delação inerente à própria confissão. Essa seria tão somente a minha opinião, que se coaduna com minha prática ao longo de vinte anos de carreira. Aos que agora defendem o entendimento oposto, com todo respeito, aconselho a identificar os motivos pelo qual se manifestam. Certamente, se restar algum amor pela Profissão e pelo Direito, ela irá se sobrepor às paixões pelo dinheiro, fama e poder. Serão então contidos pacificamente os mais exaltados, e a ordem deverá ser restaurada, e outras mil balelas que lemos nestes dias difíceis, sairão das colunas do pensamento jurídico para ocupar as páginas de humor, as tirinhas da comédia, e inocentes gibis. 

Crendo ter me estendido muito além do que eu queria neste meu “bom dia” a todos, fecho agora relembrando um pensamento meu publicado há poucos dias. “Querem crucificar Sérgio Moro e absolver Barrabás”. Pois então, devagar com o andor que o juiz é humano.

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NOITE DE AMOR (Samuel Rangel)

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É sábado. Os amigos se reúnem para uma costela e um torneio de truco. Não pude ir, pois meus compromissos com os textos da peça, e o jogo do Coritiba e Ceará, impediam esse vivente de se fazer presente na chácara do amigo.

Então, pouco antes do apito que iniciou o jogo, cheguei ao Bar do Ítalo, para ver meu glorioso verdão se virar nos dois a zero contra a equipe do nordeste. Mas valeu muito a pena, apesar das tolices desse e daquele jogador.

Ao final do jogo, chacoalho as calças para me retirar do recinto, pois a turma da noite começava a chegar. Não acho que deveria enfrentar outra maratona como a de ontem, onde gravando o CD a cerveja havia me acompanhado durante a noite inteira. Então, pelo juízo, vou-me embora para minha casa, pois lá sou amigo do dono, terei em minha cama as cobertas que escolherei.

Quando estou ao balcão, chega a turma do churrasco. Meu Deus!!!!!! Parecia uma bandinha entrando no circo. Um mais torrado do que o outro. E antes que eu pudesse parar de rir, me convidaram então a sentar-se à mesa. Era difícil conversar dentre tantas gargalhadas. Quando perguntei quem ganhou o torneio, não souberam me responder. Então vi que o caldo tinha menos galinha do que eu imaginava. Francamente, a coisa foi feia. Nunca havia visto alguns deles em tal condição.
Então um deles, após me contar que a maratona havia começado na padaria as oito horas da manhã, diz que vai embora. Como educado, perguntei sobre sua esposa, e ele me disse que estava tudo bem. Perguntei então se ela estava viajando.

Essa pergunta foi sim reflexo da experiência que tenho em relação aos meus amigos, pois quando suas esposas viajam, eles ficam mais risonhos, mais soltos, e normalmente, mais embriagados. E ele me disse que ela não havia viajado. Ela estava em casa, esperando.

Sem que pudesse segurar, soltei o meu famoso “Meu Deus”.

O amigo então questionou o motivo de tal frase. Como a sinceridade me conduz, inclusive nos momentos que eu adoraria que ela me abandonasse, disse a ele: E você vai chegar em casa nesse estado? A noite não vai ser Fácil.
Então comecei a rir em conjunto com algumas testemunhas que se dizem meus amigos.

Ele então disse: “Que nada. Vou para a casa e ter uma longa noite de amor.”

A resposta pareceu saltar da minha boca antes que eu pudesse pensar.

Respondi:

– Realmente, vai ser uma noite de amor.

Sua mulher vai passar a noite dizendo:

Amor, pare de roncar!

Amor, não mije na geladeira!

Amor, eu acho que você exagerou!

Amor, teu bafo esta de matar!

Amor desista, isso não vai funcionar!

Amor, pare de cantar essa música. A letra não é assim!

Amor, se você passar a mão na bunda do cachorro mais uma vez eu vou ficar brava!
Então, na minha filosofia pequena e despretensiosa, descobri que o tanto de vezes que uma mulher te chama de amor, não significa o quanto ela te ama. As vezes esta mais relacionado ao número de cervejas que você bebeu e a paciência que a sua “Madre Tereza” tem com a sua criatura.

As mulheres são complicadas, e isso é bem verdade, mas também não podemos lhes fazer as críticas de costume, pois se elas tivessem alguma razão, não gostariam de homens.

Ao ouvir um “Meu Amor”, tente olhar para os olhos dela para saber o que isso significa. Nem sempre quer dizer “Eu te amo”.

Entendeu? Não?

Então leia amanhã quando acordar.

NOITE DE AMOR (Samuel Rangel)

O CRAQUE – A TEORIA DA RELATIVIDADE APLICADA AO FUTEBOL

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Existe uma versão da Teoria da Relatividade para o futebol. É quando a bola chega nos pés do craque que tudo muda. O relógio parece parar, e tudo é mais lento quando o craque faz rolar o couro. Um passe é uma poesia, da esfera que rola perfeitamente sobre a grama até alcançar os pés do companheiro de time, que recebe a bola no espaço que ninguém viu. Um craque é sempre um gênio. E nosso craque é como se Albert Einstein tivesse nascido para o futebol. Como pode? Ninguém havia visto. Aquele espaço não existia antes da poesia do craque. Enquanto se vê o esforço de todos no campo, o semblante do craque parece ter uma serenidade diferente, pois o tempo para ele é mais amável. Antes de receber a bola, ele já sabia onde deveria estar, e provavelmente o que iria fazer. Uma poesia de tempo e espaço escrita com os pés perante uma multidão enlouquecida, orgulhosa do seu craque, do seu time, da história que o presente conta.

A falta está marcada. O primeiro tempo está acabando, e o placar é desfavorável. Um sabor amargo do resultado que não se quer. Quando o tumulto e as reclamações do outro time param, lá está o craque. A bola caprichosamente colocada embaixo do braço. O relógio para. O tempo para. O espaço muda. O espaço cresce. Sem respirar os segundos viram horas enquanto o craque está com a bola. Do amargo da derrota, vem o doce da esperança, da confiança. Como é bom crer no talento do craque, de saber que ele resolve, e está do nosso lado. O pé direito está atrás, e o esquerdo na direção da bola. Ele olha para o gol sem qualquer expressão. Durante aqueles segundos em que o tempo para, os olhos miram apenas o goleiro. Como se fosse em câmera lenta o juiz autoriza, e o craque vai correr para a bola. A perna esquerda volta para trás e dá o impulso. Depois do passo com a perna direita, outro da esquerda, o coração parece parar antes do último passo com a perna direita, a perna esquerda segue na direção da bola. O pé toma a posição para o chute, e o tempo não passa, tudo está em câmera lenta. O craque está indo em direção da bola na perfeita confirmação da teoria da relatividade. De forma mágica, quando o pé do craque impacta a bola de forma perfeita, o tempo resgata o atraso. Como se o tempo disparasse até retomar a ordem natural, o tempo corre de forma tal que não se oferece a mais ninguém. Pobre goleiro que não tem tempo. Justamente este goleiro, que naquele mesmo gramado havia feito milagres tempos antes quando defendia o Figueirense, era vítima do tempo. A bola em uma fração de segundo sai do pé do craque e vai caprichosamente se dirigindo ao ângulo. O goleiro se joga, mas sem qualquer chance de alcançar a bola. As mãos tentam alcançar, mas o destino está traçado pelo craque. Não é demérito Wilson. É a magia do craque, a teoria da relatividade aplicada ao futebol. É a poesia escrita com os pés. Um grande goleiro que ficou pequeno diante do craque.

Coisas do futebol…

Coisas do Alex, do Alex do futebol…

Alexsandro de Souza…

Alex da camisa 10…

Alex do Fenerbahce, dos torcedores da Turquia…

Alex do sorriso simples, da disciplina de atleta …

Alex da Daiane …

Alex, mas sempre, e graças a Deus, Alex do Coritiba.  

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CORRER (!), FUMAR (?) E AMAR!!! – DAS REGRAS DE CONDUTA, AO USO MÍNIMO DO BOM SENSO

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Sábado, sete horas da manhã. Minha amiga Ju Ribas me pede um apoio moral, pois ela iria participar de uma corrida de aventura na Ilha do Mel. Seriam seis quilômetros de areia, trilhas em meio à mata, e uma subida descontínua do Morro do Sabão. Descontínua sim, pois o tal morro, não tem esse nome a troco de nada. Sobe-se dez metros e se desce três. Eu, que não ando de bem com o esporte, limitado por três hérnias de disco, e algumas carteiras de cigarro, não iria me aventurar nesta aventura. Para a Ju, a corrida seria de aventura, mas para mim, se eu tivesse o desatino de participar, seria uma prova de despedida, um suicídio lento e doloroso. Melhor eu ficar na linha de chegada esperando a amiga mesmo.

Chegando lá, uma multidão na praia faz o aquecimento. Ju Ribas encontra a amiga Tici, e com ela troca experiências e conselhos sobre corridas, e coisas do gênero. De calça jeans e jaqueta de couro, fico ali olhando, registro em foto a participação das amigas, quando sou tomado pela vontade torturante de fumar um cigarro. Olhando e volta, e vendo tanta saúde, percebi que não seria um lugar apropriado para colocar fogo num cigarro. Se eu me arriscasse, sofreria pronta reprovação, e com certeza, se alguns mais radicais quisessem reprovar fisicamente minha tola opção de fumante, eu não conseguiria correr deles. Sou muito bom em caminhadas, mas nem o desespero de apanhar de uma multidão saudável me faria correr mais que os seis, quatorze ou vinte e cinco quilômetros dos competidores. Achei melhor mesmo procurar uma moita, para esconder minha vergonha e meu vício. Afastei-me e fui fumar.

Enquanto fumava, eu percebia o ânimo dessa gente toda. Cheguei a lembrar da época que eu corria no Parque Barigui, cerca de onze quilômetros por dia. Hoje não arriscaria o velho coração numa disputa desta. Mas são todos dignos de admiração. Tirando alguns competidores mais fanáticos, notava-se claramente que a grande maioria, estava lá para vencer seus próprios limites. Pouco importa em que lugar vou chegar. Com o tempo que registram em seus equipamentos, querem vencer a si, aos seus limites, e querem fazer isso fazendo bem a sua saúde. Uma sonora salva de palmas para eles.

E eu ali fumando, percebendo no quanto mal fiz para minha saúde em minhas opções, acho que moralmente tenho que me afastar, fumar longe, ficar a uma certa distância. Quem sabe, eu comece agora a caminhar mais, perder peso, fortalecer as pernas, e fortalecer a coluna para que um dia volta a correr, ou melhor, volte a desafiar. Quem sabe eu volte a desafiar meus limites?! Quem sabe eu volte a procurar uma vitória íntima antes de um cigarro. Quem sabe?! Quem sabe?! Sem pressa, sem querer chegar em primeiro, apenas sabendo que tenho um desafio pessoal.

Obrigado a todos que me deram esta boa crônica  e estes bons exemplos, e mais uma vez, perdão por ter fumado, ainda que escondido (risos). Evitei fumar na sua presença, pois se fizesse, não seria tanto, mas seria quase como quebrar santas em uma reunião de católicos, fato lamentável ocorrido no mesmo sábado, no evento com o Papa no Rio de Janeiro.

“Das Regras Mínimas de Conduta, ao uso Mínimo do Bom Senso, percorreremos um curto percurso que haverá de nos tornar pessoas melhores. Este não é um desafio. É uma obrigação de todo ser humano.” (Samuel Rangel)

CORRER (!), FUMAR (?) E AMAR!!! – DAS REGRAS DE CONDUTA, AO USO MÍNIMO DO BOM SENSO

(Uma homenagem a esta multidão que corre atrás de sua própria superação)

SANTOS X CORITIBA – UMA FINAL

Movido pelo batuque deste Coração Coxa, que quase me matou no último domingo, quando vi o carrasco Marcão com a bola nos pés, e a liderança do Brasileirão nas mãos, esbarrar no talento e puro reflexo de Vanderlei, o Mágico. Desde então, e orgulhoso do meu time, tenho me concentrado no próximo jogo, Santos e Coritiba, na Vila Belmiro.

Não parece ser só um jogo. Parece na realidade, ser uma final, aliás, acho que o Brasileirão 2013 deve seguir a mesma linha, a cada rodada. O Coritiba invicto, liderando o campeonato após sete rodadas, tem a difícil tarefa de encarar o antigo time de Neymar Junior, que de forma incrível, consegue extrair verdadeiros craques de suas categorias de base. De Pelé a Neilton, passando por Robinho e Neymar, temos absoluta consciência de que o Santos tem em sua estrutura a grandeza de conseguir manter um bom nível de futebol, mesmo vendendo suas peças mais caras.

Mas o Coritiba, que enfrentou de forma valente o Flamendo no Mané Garrincha, vai agora ao litoral paulista encarar com coragem o Santos. Temos em nosso elenco grandes craques, e um Alex que dispensa comentários, e é capaz de despertar no mais cético coxa, um otimismo grande.

Trazer um empate da Vila Belmiro, é manter-se como único invicto em uma competição que não é nada fácil, e isso engradece o moral do time. Mas vencer o Santos lá, e mandar um cartão de visitas a todos os times do Brasil: NÃO ESTAMOS DE BRINCADEIRA!

Quem sabe por isso, tenho encarado este jogo como uma final. Sem ter que se preocupar com a Copa do Brasil, temos condições de manter o foco, e preparar uma grande surpresa para o futebol brasileiro. Temos condições sim de disputar o título nacional de 2013, e que nos levem a sério, pois aos descuidados, reservamos as supresas de Alex, o talento de mais 10 guerreiros.

FORÇA COXA! Vamos meu verdão. Vamos em busca da vitória que uma Nação Alviverde está ao seu lado para apoiar.

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“O ano do Coritiba?

Entenda por que o próprio Coxa pode impedir o Coritiba de ser campeão brasileiro em 2013

Uma revolução silenciosa acontece no futebol do Sul do Brasil. Ela se chama Coritiba Foot Ball Club. Surpreso com a liderança e a invencibilidade do Coritiba no Brasileirão? Pois não se surpreenda. O Coritiba é um dos grandes clubes brasileiros. Se não é reconhecido assim pelo resto do Brasil, é culpa de um certo complexo de vira-latas (nós, cronistas esportivos, adoramos citar Nelson Rodrigues) e em parte por preconceito do resto do país contra o futebol do Paraná.
O Coritiba sempre foi grande. Suas glórias vão muito além do solitário título brasileiro de 1985, conquistado diante de mais de 90.000 cariocas torcendo para o Bangu no Maracanã, na noite de 31 de julho daquele ano da graça coxa-branca. É o maior do Paraná indiscutivelmente, embora essa afirmação possa fazer meia Curitiba encomendar minha cabeça. Provavelmente, o Coritiba é o único time da capital que tem a simpatia de torcedores do interior paranaense — e isso foi forjado no comecinho dos anos 70, quando o presidente Evangelino Costa Neves formou um esquadrão para encarar o Brasil. O goleiro Jairo, o lateral Hermes, o zagueiro Pescuma, o capitão Hidalgo, o meia Negreiros, o ponta Aladim e principalmente a dupla de atacantes Paquito e Tião Abatiá, comandados pelo técnico Elba de Pádua Lima, o Tim, faziam o Paraná parar nas tardes de domingo para ver na televisão os jogos do Coritiba contra os grandes times brasileiros, direto do estádio Belfort Duarte (nome original do Major Antônio Couto Pereira até 1977).Houve um jogo, pouco tempo depois que o Atlético Mineiro se tornou o primeiro (na época) campeão brasileiro, no Belfort Duarte, em que Tião Abatiá encarnou o espírito de Garrincha e provocou uma das maiores exibições de técnica da história do futebol. Ele aplicou uma impressionante sucessão de dribles nos zagueiros atleticanos, um vaivém rumo ao gol, todos contra um, tentando roubar a bola que se mantinha em seus pés, até que acabou ficando cercado, mas Abatiá ainda levou a bola à beira da grande área e, numa virada surpreendente, cruzou para Leocádio cabecear na cara do gol… mas a cabeçada saiu por cima. Um pecado. Este seguramente foi o lance mais antológico da história do futebol paranaense, repetido dezenas de vezes nos programas esportivos das TVs Iguaçu (Curitiba), Coroados (Londrina) e Tibagi (Apucarana).

Antes de Internacional e Grêmio tornarem-se os queridinhos do Sul, o Coritiba já elevava o nome do futebol sulista a uma posição de prestígio nacional. Em 1973, foi convidado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) para disputar o Torneio do Povo ao lado do Corinthians (campeão de 1971), Flamengo (campeão em 1972), Atlético Mineiro, Internacional e Bahia. Deu Coxa. O título veio no dia 15 de fevereiro de 1973, na Fonte Nova, num empate com o Bahia.

Quando o Coritiba ganhou o Brasileirão de 1985, fechou um ciclo vitorioso do futebol do Sul, com os títulos do Inter em 1975/76/79 e do Grêmio em 1981. Foram cinco títulos em 11 campeonatos! Mais até: estava fazendo justiça, pois o Coritiba já poderia ter sido campeão ou pelo menos vice em 1980, quando realizou uma campanha espetacular, liderada pelo artilheiro Freitas, aquele dos golaços no Fantástico, e só parou porque encontrou pela frente o imbatível Flamengo de Zico. Mesmo assim vendeu caro sua derrota na semifinal, que terminou 4-3 para o Mengão.

Se os anos 70 foram a “década de ouro” do Coritiba, com o hexacampeonato paranaense (1971 a 1976) e grandes participações no Brasileiro, a década atual ruma pelo mesmo caminho. O Coxa é o atual tetracampeão paranaense (2010 a 2013). Por duas vezes seguidas, em 2011 e 2012, foi vice-campeão da Copa do Brasil. Perdeu esses dois títulos por detalhes, pois seu time era superior ao Vasco da Gama de 2011 e ao Palmeiras de 2012. Foi o tal complexo de vira-latas dando as caras. Mesmo assim, o Coritiba assegurou um espaço no Guinness Book, devido ao recorde de 24 vitórias consecutivas em 2011. Este ano o Coxa já foi eliminado da Copa do Brasil. Melhor para ele, pois pode se dedicar totalmente ao Brasileirão.

E qual é o segredo do Coritiba? Trabalho. Trabalho da maneira correta.

Depois do vexame de 2009, quando foi rebaixado no ano de seu centenário e viu sua torcida quebrar o Couro Pereira num espetáculo assombroso, o clube se reergueu, a torcida se uniu, a diretoria formou bons times e para 2013 conseguiu trazer o craque Alex (foto), ex-Palmeiras e Fenerbahce, ainda em ótima forma. Com Alex ao lado de jogadores como Escudero, Bottinelli, Deivid, Keirrison e outros menos conhecidos, só que bons de bola, o novato técnico Marcos Vinícius Santos Gonçalves (campeão mundial Sub-15 em 2011 e campeão paranaense em 2013), tem comandado o Coxa para se manter com firmeza na liderança. Em sete rodadas, é o líder, único invicto, tem 71% de aproveitamento e já bateu campeão e vice do Brasileirão 2012 (Fluminense e Atlético Mineiro), além do maior rival (Atlético Paranaense). Este, aliás, merece uma crônica à parte, pois teve uma atitude arrogante, abandonou o estadual, foi brincar de amistosos pelo mundo e agora está na zona de rebaixamento.

O estádio Couto Pereira já recebeu 65.493 pessoas em 1983, no jogo Atlético Paranaense 2-0 Flamengo (tempos  em que o rival tinha Washington e Assis). Sempre inacabado, o estádio, cuja capacidade atual é de 37.182 pessoas, finalmente terá o terceiro anel completado em 2014, abrigando modernos camarotes e cadeiras com a melhor visão do gramado. Ficará pronto em 2014 e aumentará a capacidade do Couto Pereira para 42.005 pessoas.

Hoje o Coritiba é um clube de verdade, com 33.000 sócios-torcedores que garantem aos seus cofres uma renda superior ao da TV Globo, da Nike e da Caixa Econômica Federal, três marcas de peso que colocam dinheiro no time devido ao poder aquisitivo da fanática torcida coxa-branca.

Mas nem sempre foi assim.

No final de 1982, quando recém-formado jornalista fiz minha primeira reportagem no Alto da Glória (bairro onde fica o estádio coxa), encontrei um time desclassificado das finais do Campeonato Paranaense, com salários atrasados, e tentando retomar a vida para o ano seguinte. Escalado para cobrir a apresentação do técnico Chiquinho, acabei sendo o único repórter a participar da preleção do novo treinador aos jogadores coxas dentro do vestiário! Como ninguém me conhecida, os jogadores devem ter achado que eu era filho do técnico. E o técnico deve ter achado que eu era filho de algum diretor. Enfim, naquele ambiente de derrota, Chiquinho disse: “Vocês estão desclassificados das finais do Estadual, mas não devem desanimar. Hoje iniciamos uma jornada que vai nos levar ao título brasileiro”.

Essas palavras estão registradas nos arquivos da Tribuna do Paraná. Três anos depois, já mais conhecido e sem poder entrar no vestiário, fui contratado pela revista Placar para fazer a reportagem de apresentação do Coritiba para o Guia do Brasileirão 1985. Entrevistei o técnico Ênio Andrade, que fora campeão em 1979 com o Inter e em 1981 com o Grêmio, e ele vaticinou: “Queremos o título brasileiro”. Placar publicou e o título veio no Maracanã, diante de 91.257 pessoas que conheceram a força coxa-branca. Jogadores como Rafael, Jairo, Gomes, Heraldo, Vavá, Dida, Hélcio, Marco Aurélio, Tobi, Lela, Índio, Gil, Paulinho e Aragonés, entre outros, até hoje são reconhecidos como heróis.

Está na hora de essa história se repetir. Futebol o time tem. Mas vai precisar derrotar seu próprio medo de ser feliz, coisa que não conseguiu em 2011 e 2012.”

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( (  ( ( ( ( ( 1 0 0 1 9 8Sergio Quintanilha
Sergio Quintanilha, jornalista, é redator-chefe da revista Motor Show e foi diretor da “FourFourTwo”

SOCORRO! Crônicas de Um Paranaense.

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Alguém aí? Será que alguém poderia me ajudar? Meu nome é Paranaense, sobrenome Um Brasileiro. Nascido por bênção nesta terra rica e fértil, tive a má sorte de ver tudo isso ser abandonado à própria sorte, e a falta dela também. Tenho a nítida impressão de que sou governado por bandidos. E não falo aqui deste ou aquele partido. Chego a pensar que o povo Brasileiro não é traído pelo PT ou pelo PSDB. Na realidade acho que nenhum deles quer nada sério com o povo. Uma relação de pura sacanagem.

E se hoje abro a “caixa de ferramentas” do word, é para pedir socorro. Alguém aí pode me ouvir? Quem sabe a Scotland Yard, ou o FBI? Sim. Eu sei que eles nada podem fazer, mas é que dentro das fronteiras deste país estou perdendo a esperança, e vejo as referências se dissolvendo diante da realidade inacreditável do que se passa por aqui.

( (  ( ( ( ( ( 1 0 0 3 1Em plena polêmica do “TUDO AQUI”, que visa colocar em um único endereço mais de cem serviços públicos (um avanço para nós que vivemos “sem serviços públicos). Na prática, deveria ser um espaço para que o paranaense conseguisse fazer documentos e ter acesso aos órgãos do governo e das prefeituras com mais rapidez (acredite se quiser). Seria um modelo parecido com o das Ruas da Cidadania, em Curitiba, contudo, administrado por empresas privadas. Justamente isso! O público administrado pelo privado, como a história dos radares. Além da capital do estado, o projeto deve ser implantado em Ponta Grossa, Maringá, Londrina, Cascavel, Guarapuava e Foz do Iguaçu (para os que ainda não sabem, a polêmica foi gerada a partir da denúncia de deputados estaduais da oposição de que houve favorecimento na licitação que destina R$ 3 bilhões ao projeto).

Hoje fui ao DETRAN, tentar forçar a transferência de um carro que vendi a cerca de 3 anos. Com os documentos em mão, sento-me com a senha 124 na mão. Na tela de cristal líquido barato, o número é 93. Sim. Eu vou esperar. Eu que espero há tanto tempo por dias melhores, posso esperar que “Estado” me dê a atenção que nunca me deu.  Após aquelas horas na fila, tal qual o menino que ganhou a bicicleta no bingo da igreja, vejo o meu número na tela. Finalmente chegou minha vez.

Chegado lá, dou de cara com uma senhora com um mau humor misterioso. Aquela cara de quem vai entrar em greve amanhã. A vontade de me atender é compatível com a atenção que o Estado me dedica. Olha por dois segundos todos os documentos, ela diz que não receberá o documento, pois o documento do cartório é ilegível. Pensei alguns palavrões, mas não disse nenhum. Olhei para ela e disse que entendia perfeitamente o que estava escrito. Ela, me olhando com a cara de mulher largada, diz “não querido”, tentando me fazer crer que tal documento não é legível. Quando vejo crescer em mim um monstro, e falar alguma coisa para a senhora, resolvi segurar a indignação e lembrar que desacatar funcionário público é crime. Ainda não é crime desacatar o contribuinte, o cidadão. Desacatar um Paranaense é na realidade aquilo que eles pensam ser o Regular Exercício de um Direito.

Com a voz serena ainda, perguntei à jararaca quem era o superior dela. Com o nome na cabeça e os palavrões que engoli no esôfago, vou até outra sala e espero mais uma hora. Depois de algum tempo, o cidadão me diz que não pode fazer nada, pois o “pessoal do registro” é chato.

Quem? O que? Quem é chato?

Chato sou eu que vim aqui exercer meu direito de cidadão e incomodar o paquiderme estatal que só serve para arrumar emprego na época de campanha. Chato sou eu que sem pedir licença, nasci no Brasil, no Paraná. Chato sou eu!

Pedi que certificassem a minha presença. O supervisor disse que desconhece tal documento. Eu informo que tenho esse direito. Ele me informa que está ali há apenas 3 meses, esperando a aposentadoria, e não sabe como fazer isso.

Mas se ele não sabe, como é que virou chefe MEODEOS?!?!?!?!

Digo a ele que tal fato é negativa da prestação de um serviço público. Que ele ao menos deve receber o documento, para que posteriormente ele seja deferido ou não. Ele não entende. Explico uma segunda vez, e ele me responde: “Doutor. O Senhor é advogado, eu não.”

Ele me diz que devo tentar em outra unidade do Detran. Numa dessas eu levo sorte. Mas o que é isso? Sorte? Eu? Se tivesse sorte não teria nascido nesta terra! Seu eu tivesse sorte eu era herdeiro do trono espanhol (se bem que a sorte não anda em alta na casa do Rei). Por que não te calas Samuel?

Sou Paranaense Um Brasileiro, e vendo agora que o estado pagará R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões) para criar a versão física de um call center que não funciona, resta-me a itnernet, este meio de pedir socorro, quem sabe para a Corte de Internacional de Haia … (Você precisa saber mais sobre isso. Leia aqui: http://www.bemparana.com.br/noticia/252802/governo-suspende-licitacao-para-o-tudo-aqui-pr )

Sou Paranaense, Um Brasileiro!

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CORITIBA 2 X 3 PARANÁ – Canja de Porco e Dias Cinzas

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E a segunda-feira começou dolorida, cabeça inxada, ecoando na lembrança a narração dos três gols do Paraná. Ao mesmo tempo, convivem no peito duas emoções diferentes. Uma vontade de presentear o Zagueirão Pereira com um Código Penal atualizado e comentado. O que é isso zagueiro? Uma tentativa de homicídio? Sim. Segundo os emergentes defensores do dolo eventual, quando a lesão pode causar a morte, o agressor assume o risco de matar. Cuidado companheiro para não fazer companhia ao ex-deputado, até porque, pelo tamanho da patada, 60 quilômetros horários já é crime. Mas tenho que me concentrar para lembrar que o assunto é futebol e não direito, então, joga direito Pereira. Por favor!

Mas há de se convir que tem dias que nada dá certo. Dá até a impressão que como alguns dizem, tem dias que de noite é “broca” (usei do meu vernáculo para melhorar o nível). Em certo dias, se jogamos dois ovos em uma frigideira com azeite quente, na hora de servir vira sopa de giló. É bem isso. Jogamos as melhores frações de um porco, em uma panela de pressão profissional, junto com o melhor feijão, o tempero perfeito, e quando vai servir …

MEODEOS! UMA CANJA! UMA CANJA DE PORCO!

É assim mesmo companheiros. A vida é feita de fases, e nenhum ser vivente haverá de passar pela vida sem ter que cruzar a eternidade de um dia ruim. E quando digo ruim, digo muito pior do que isso. Provavelmente Pereira tenha recebido a visita da sogra ontem. Quanto a Willian? Justamente ele, que sempre foi um símbolo da garra Coxa, e uma das mais reluzentes pratas-da-casa, tinha que fazer aquela lambança no terceiro gol? Com certeza Willian recebeu ontem um notificação da Receita Federal dando conta de que não receberá nenhuma devolução. Caiu na malha fina, tal qual a redonda estufou as malhas largas da rede de Wanderlei. Ah Wanderlei… O que fazer diante do drible desconcertante que Reinaldo deu nele mesmo? Nada a declarar.

Quem sabe deva protagonizar o texto deste Coxa-branca um goleiro. Um Goleiro Paranista. Exatamente. Luiz Carlos. O Goleiro do Paraná ontem definiu o jogo. Não que o Coritiba jogasse melhor, pois é claro que o Paraná mereceu a vitória, mas sim pela presença do gênio Alex, um gigante que fez dois gols de cabeça, e que por duas vezes colocou a carta circular no correio da coruja. Mas quem é que estava no jardim da coruja? Aquele meninão de mãos crueis com a nação Coxa. Nem Alex conseguiu passar do inspiradíssimo Luiz Carlos.

Aliás, isto confirma nossa teoria da Canja de Porco. Tem dias que nada dá certo, mas entre eles, sempre haverá um dia que tudo, exatamente tudo, dá certo sim. E foi o que aconteceu com o Paraná ontem, inclusive por seus próprios méritos. E se o dia foi uma tragédia para Pereira e para Willian, para Luiz Carlos tudo deu certo. Se Luiz Carlos passasse ontem no shopping para comprar R$ 12 de crédito para o seu Vivo, ele ganhava um Porsche Cayenne. Ao receber a chave, ele ganharia 10 anos de Sky direto das mãos da Gi. E se a convocação para a seleção brasileira fosse ontem, Júlio Cesar não teria a menor chance. Simples assim.

Pra que tudo de errado para agluém, sempre tem alguém que está levando sorte em tudo.

São só fases…

São dias …

As vezes meses …

Mas “PELAMORDEDEOS”. Diz pra mim Willian, diz pra mim Pereira que isso não vai durar um ano.

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